O braço armado da Renamo contesta a liderança de Ossufo Momade, que o major-general Mariano Nhongo acusa de estar ao serviço do Governo, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder) e de violar o espírito dos acordos de paz celebrados pelo líder histórico do partido opositor, Afonso Dhlakama, falecido em 2018.
No início do mês, o líder do braço armado da Renamo recuso
u entregar as armas no quadro do acordo de paz assinado com o Governo sem que seja eleito um novo presidente da formação política, o que o grupo pretende fazer na reunião de hoje.
O grupo exige a renúncia de Ossufo Momade, acusando-o de estar a “raptar e isolar” oficiais da Renamo que estiveram sempre ao lado do presidente do partido, Afonso Dhlakama, que morreu a 03 de maio do ano passado.
Na quinta-feira, o presidente da Renamo considerou que as contestações à sua liderança resultam da ação de um “grupo de desertores indisciplinados”, destacando a importância da paz, após ter acordado com o Governo moçambicano o fim dos confrontos.
“Quando fomos ao congresso, abrimos espaço para que todos se candidatassem. O congresso elegeu Ossufo Momade. Não é através de um grupo de desertores indisciplinados que vamos definir a nossa linha”, disse o líder, falando à imprensa após aterrar no Aeroporto Internacional de Maputo.

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